quinta-feira, 8 de julho de 2010

Era uma quarta-feira .

A cada dia que passa nos deparamos com surpresas, que confesso não serem fáceis de aceitar...
Era então uma quarta-feira, estávamos todos lá paralisados para o progresso empurrados para a beira das desilusões. Éramos tolos e nos víamos como os donos na verdade, como se fossemos os pançudos e que temos tudo em nossas mãos. Mal sabíamos que éramos pouco menos que nada. Tudo ao nosso derredor. E nós ali paralisados para vida, queríamos apenas apontar os pobres de espírito e coração, mas mal sabíamos que os pobres éramos nós. Conversas sem futuro, sem fundamento qualquer, quando menos esperamos uma boca de sepulcro entoa um som que avança nossos tímpanos, fazendo assim brotar um ódio qualquer que entrou no que posso chamar de “coração”. Confesso. Aquilo entrou em mim como um objeto pontiagudo atingindo meu peito e rasgando ilusões. Com certeza a flor manchada não se tocara do que acabava de falar, era muito forte para que uma mera flor manchada se localizasse em um mundo em que nem tudo que reluz é ouro. O todo ficou abismado com o que ouviu. Aquela florzinha que todos a achavam a mais bela do jardim encantado acabará que falar aquilo. Virando as costas e ignorando a reprovação de todos nós, a mera flor que agora se encontrava manchada nos deixara em perplexidade absoluta. Entretanto foi esquecido em alguns minutos, ignorado pela ignorância da sociedade formada por seres medíocres que mal sabem se encontrar em seu espaço. Foi então que cheguei à conclusão que a flor manchada se arrependeria de ter falado de tal maneira. Será que eu poderia ver o futuro?
Foi à quarta-feira e veio a quinta-feira. A tão esperada quinta-feira. E como de costume a antiga bela flor veio a meu encontro, o que já não era mais novidade. O que queria depois de em pedaços meu “coração” deixar? Pra essa pergunta não tenho o porquê responder.
- Amiga to gostando de um garoto.
- Isso é bom. Fico muito feliz por você.
- Assim, eu já fiquei com ele. Mas ele disse que não quer mais ficar comigo. Amiga ele ta namorando.
Eu via tristeza em seus olhos. Sentia que havia mesmo um sentimento pelo tal e especifico ser. Mas o que falar agora para a pobre e indefesa flor manchada? Ela era mesmo indefesa? As minhas palavras foram nítidas a qualquer que desejasse ver e sentir o amor.
- (então pensei no que poderia confortar o coração da florzinha que há muito tempo atrás eu havia cuidado como um bem precioso. Foi então que a resposta ecoou de dentro de meu ser.) Amiga de tempo ao tempo. A melhor resposta para aquilo que chamo de “cura de amor” e o tempo. O tempo e a resposta para a vida, mas não esqueça que o tempo passa, na verdade o tempo não passa, ele voa. Amiga por mais que ele sinta ódio de você, será uma forma que ele vai estar te amando. Ódio é uma forma de amor. Mostre pra ele que você é capaz de fazê-lo feliz, mostre que você pode mudar. Prove que você não e qualquer uma que passa de mão em mão. Você é capaz de ser feliz e de fazer alguém feliz. Mas sempre se lembre, hoje estamos em uma fase em que pensamos que o mundo e nosso, em que tudo o que fazemos e o certo. Mas não é assim, no futuro olharemos e falaremos: - como fui idiota em fazer aquilo. Se for amor de verdade o que você sente por ele, nunca vai passar. Sempre haverá um sentimento mesmo que seja de raiva, mas sempre haverá. Se for paixão, vai passar assim como passou tantas outras vezes.


Vi que seus olhos lacrimejaram, percebi que tinha tocado na ferida. A ferida agora se tornara na mais profunda possível. Mas tinha plena convicção de que tinha feito a coisa certa, e que agora mais que nunca ela me olharia com outros olhos. Os mesmos olhos que uma criança procura desesperadamente os olhos da tão querida e abençoada mãe.
Então esqueci o passado e vivi o futuro. Ela precisava de mim como nunca, e eu estive ali para ajudá-la, e isso me fez bem. Eu a perdoei, já que todos merecem uma nova chance.

Nenhum comentário:

Postar um comentário